Fintech B2B designa empresa de tecnologia aplicada a serviços financeiros que atende exclusivamente clientes corporativos, em oposição às fintechs B2C, voltadas para pessoas físicas. O mercado inclui plataformas de gestão de tesouraria, soluções de antecipação de recebíveis, infraestrutura de pagamentos para marketplaces, gestão de cartões corporativos, conciliação automatizada, factoring digital, gestão de risco de crédito e BaaS (Banking as a Service).
No Brasil, o setor cresceu significativamente após 2018, com instituições como Cora, Conta Simples, Capim Bank, Stark Bank, BHub, Stone, Banco Bocom BBM e fintechs especializadas em verticais. Muitas operam como Sociedades de Crédito Direto (SCD), Sociedades de Empréstimos entre Pessoas (SEP) ou instituições de pagamento, conforme regulamentação do Banco Central.
O segmento se distingue pela complexidade regulatória, exigência de integração com sistemas contábeis e ERPs corporativos, ticket médio mais alto e ciclos de venda mais longos. Métricas como ARR, churn corporativo e net revenue retention são centrais para avaliação dos modelos de negócio.
Origem do termo
A palavra fintech é contração de financial technology, cunhada em torno do início dos anos 2000 e popularizada após 2010 com o crescimento de startups financeiras digitais. A distinção B2B (business to business) versus B2C (business to consumer) é anterior, originada na década de 1990 com o ecommerce, e foi naturalmente aplicada ao setor de fintechs conforme estas se especializaram em verticais.