Open Finance é o sistema brasileiro de compartilhamento padronizado de dados e serviços financeiros entre instituições autorizadas pelo Banco Central. Permite que correntistas autorizem o compartilhamento de seus dados (cadastrais, transacionais, de produtos contratados) entre instituições, com objetivo de gerar concorrência, personalização de ofertas e portabilidade de relacionamentos.
Sucessor do Open Banking (que cobria apenas instituições bancárias), o Open Finance amplia o escopo para incluir investimentos, seguros, previdência e câmbio. A implantação foi feita em fases entre 2021 e 2023, conforme calendário do Banco Central. Em sua arquitetura, instituições participantes expõem APIs padronizadas, com autenticação via FAPI (Financial-grade API), padrão internacional para APIs financeiras.
A regulamentação está na Resolução Conjunta BCB e CMN nº 1 de 2020 e em normas subsequentes. Participam compulsoriamente as instituições enquadradas nos segmentos S1 e S2 do Sistema Financeiro Nacional; outras podem aderir voluntariamente. O ecossistema Open Finance brasileiro é citado por organismos internacionais como referência em escopo e governança.
Origem do termo
O conceito de Open Banking nasceu no Reino Unido em 2018, a partir de regulamentação da Competition and Markets Authority. A União Europeia adotou framework similar com a PSD2 (Payment Services Directive 2). O Brasil seguiu o modelo, com adaptações regulatórias próprias, e ampliou o escopo para Open Finance ao incluir produtos não bancários, marcando a transição nominal em 2021.